terça-feira, 3 de março de 2009

Noite

Pousou tão leve em minha janela
Tão pequeno, tão frágil, tão intenso
Cores vivas, alegres de aquarela
Olhar triste, distante, imenso

Inesperado a noite estar ali tão vivo
Estar tão perto e ao mesmo tempo tão longe
Procurando abrigo e um carinho
Olhando tão fixamente na linha do horizonte

No começo teve receio que chegasse perto
Coisa louca, coisa estranha, tinha medo do incerto
Aos poucos foi se entregando
Foi se mostrando como era por dentro

Às vezes virava-se como quem explodia de alegria
Outras tantas ficava ali parado como quem nada entendia
Tão pequeno, tão frágil, beleza rara
De quem sabe valorizar a pura alma

Dia quente, tarde bonita e noite envolvente
Algo inesperado ter aquela pequena beleza ali na frente
Tão simples, tão frágil, tão distante
Ficara alguns instantes ou seria para sempre?

2 comentários:

André Luiz disse...

quem tem esse olhar imenso pro horizonte costuma ficar pra sempre. o que acontece é que acho que os horizontes sempre mudam, embora sejam todos distantes, como num sonho..

Anônimo disse...

FOCO JÚ...FOCO.